Eu tô um caco, mais descabelada que o normal. Assim que publiquei o último post no blog ( Cinema: Jule &Julia, 2009) eu troquei de roupa as pressas - não podia sair de casa parecendo um mendigo, e fui pro primeiro dia de carnaval...
Sim!
Isso mesmo, eu saí do meu quarto, passei pelos cômodos, peguei um ônibus e fui pro centro... Eu fui pro Carnaval!
Na quinta eu fui pro bloco de rua "Os Conspirados", que tem como a maioria dos integrantes pacientes dos Centros de Atenção Pscicossocial (CAP's) daqui de Ouro Preto; não fui na maior animação, mas depois eu encontrei com meu amigo Gustavo e decidi ficar até a noite na rua. Na loucura ainda me embrenhei no meio de outro bloco o "Vermelho i Branco", mas passei correndo! Já tinha cansado, cheguei perto do palco do show da Andrea Amendoeira, Samba da Pimenta, parte do Circuito Gastronômico em homenagem a Elis Regina que começou no dia 8 e acaba hoje. O show ia abrir o carnaval daqui, e no ápice da loucura eu aceitei ir no bloco "Candonguêros" na segunda, ontem... Eu só podia ter batido a cabeça né?! Mas eu fui mesmo assim, não foi ótimo, mas não foi ruim, foi suficiente... Suficiente pra eu chegar marcada de sol em casa, e morrendo de dor nas pernas...
Será que ano que vem tem mais?!
Agora é aguardar mais uma porção de ritos católicos, esses que regem o país que se diz laico, pra aproveitar o chocolate em abril. Até lá...
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Mesmo tendo uma crise de falta de lucidez e indo ao carnaval, eu não deixei de ver meus costumeiros filmes de sempre. Esse ano eu vi quatro filmes, revi um e assisti a um documentário:
Levando em conta todos os filmes, tive uma média de boas escolhas. Louca pro próximo feriadão, já tenho inúmeros títulos em mente!
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Gente semana que vem começam as aulas na universidade... Semana que vem! SOCORROOO! Lá vou eu chegar no primeiro dia de aula, com mais vergonha do que se estivesse vestida de short jeans e abadá de carnaval de 2001, louca pra achar uma carteira onde ninguém possa me ver e eu possa passar desapercebida. Não conheço nenhuma alma sequer no ICHS, tomara que não comece a pagar meus micos razoáveis, como gaguejar quando falar, ou não ouvir quando perguntam...Pior! Entender uma coisa e responder, só que não ser nada a ver com o que foi perguntado... Surdez é foda!
Que eu não morra antes de terminar o curso, hehe!
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A música que mais tocou no meu media player esses dias foi...
Moves like Jagger - Maroon 5 feat. Christina Aguilera
Um
filme sobre o que eu amo fazer, umas das poucas coisas capazes de me fazer esquecer
os momentos desagradáveis... Cozinhar, pra mim, pra quem eu amo, pra quem eu
quero feliz.
Assim
foi com Julia Child (Meryl Streep) na França entre as décadas de 1940 e 1950,
nos Estados Unidos até o fim, com Paul, seu marido (Stanley Tucci) e com Julie
Powell (Amy Adams) para Eric (Chris Messina) no Queens – NY, em 1998, em cima
de uma pizzaria, num lindo apartamento. Pra não passarem os dias presas na
burocracia e nas obrigações do serviço público, ou na solidão de um país
diferente, elas se jogam na maravilha que é a comida, que é cozinhar. Cada uma
da sua maneira. Seguindo a receita para uma boa comida: Paixão...
Um
filme que na superfície fala de cozinhar, mas profundamente fala de amor, de
uma vida feliz e de como manteiga demais é a receita certa pra maioria dos pratos.
Feito
em 2009, com a direção de Nora Ephron, e com a fotografia maravilhosa de
Stephen Goldblatt, é baseado em duas histórias reais nos livros “Julie & Julia", de Julie Powell, e "My
Life in France”, de Julia Child e Alex Prud'homme. O filme tem 123
minutos entrelaçando as vidas dos personagens e muita comida francesa. Meryl
Streep ganhou o Globo de ouro como melhor atriz pelo filme.
Acabaram os downloads, pelo menos a maioria, a tv não é boa, peno pela madrugada adentro atrás de filmes e documentários, me cansei dos livros que eu comprei perto do segundo capítulo...
Então semana passada, eu o achei no sonho de uma noite toda, falta a vitrola, mas eu o achei encostado, sem botões e quase sem vida. Gritei minha mãe, que é quem sempre concerta essas coisas, e ela devolveu vida ao caixote, meio bege, meio marrom, que eu luto pra ouvir nessa chuvarada.Só consegui sintonizar a rádio da universidade, não reclamo. É o ideal, nela tem o que é bom ouvir. (Pelo menos até agora eu não ouvi aquela música infame do Michel Teló.)
Voltando ao meu novo amigo:Ele é velho, com botões emprestados, sem antena, com um vestígio do que outrora fora uma alça, e por isso tudo ele é meu xodó.
Passo horas com ele, antes de dormir, assim que acordo quando vou escrever...