quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Xodó

Acabaram os downloads, pelo menos a maioria, a tv não é boa, peno pela madrugada adentro atrás de filmes e documentários, me cansei dos livros que eu comprei perto do segundo capítulo...

Então semana passada, eu  o achei no sonho de uma noite toda, falta a vitrola, mas eu o achei encostado, sem botões e quase sem vida. Gritei minha mãe, que é quem sempre concerta essas coisas, e ela devolveu vida ao caixote, meio bege, meio marrom, que eu luto pra ouvir nessa chuvarada.Só consegui sintonizar a rádio  da universidade, não reclamo. É o ideal, nela tem o que é bom ouvir. (Pelo menos até agora eu não ouvi aquela música infame do Michel Teló.)




Voltando ao meu novo amigo: Ele é velho, com botões emprestados, sem antena, com um vestígio do que outrora fora uma alça, e por isso tudo ele é meu xodó.
Passo horas com ele, antes de dormir, assim que acordo quando vou escrever...

Ele toca Beatles...








Living is easy with eyes closed,
Misunderstanding all you see.
It's getting hard to be someone,
But it all works out...

- Strawberry Fields Forever





quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Os livros que eu li




Lembro de sempre ter lido alguma coisa, mas a minha mais tenra lembrança do quão capaz é um livro, vem dos meus cinco anos: Eu estava na sala de aula lendo alguma versão sobre sereias – eu acho; eu simplesmente lia e quando me dei conta todos os outros alunos já estavam em fila pra irem embora. Eu não havia nem escutado o sino tocar.

Um dos meus grandes sonhos de infância era completar doze anos, era só com essa idade que eu poderia ter uma carteirinha da biblioteca pública. Eu me lembro bem da felicidade que senti no dia que consegui a carteirinha de número 9370. Foi lá que eu consegui acesso aos seis primeiros livros da série Harry Potter (O sétimo e último eu ganhei, da minha tia, perto do natal de 2007, quase tive um ataque quando achei o pacote em cima da minha cama. Lembro que li pelo menos ¼ do livro naquela noite.), foi lá que eu consegui alguns livros da série “Angélica- A marquesa dos anjos”, que me chamavam a atenção pelas capas “quentes”, foi de lá que eu consegui “ O Fã Clube” que não consegui ler porque minha tia achou que não era coisa pra minha idade... Os romances do Jô soares, O Retrato de Dorian Gray, vários livros da Série Vagalume, e muitos, muitos outros... Eu lia em média dois livros por semana dos meus doze aos quatorze anos. Hoje, já não são tantos.

Agora eu estou começando a minha biblioteca, com livros antigos, livros que eu ganhei de presente, que esqueceram de pegar de volta, que eu achei na rua, que eu paguei, que eu não quis mais devolver...

Ainda são poucos, mas sei que com o tempo serão centenas e que estarão comigo até eu morrer e depois disso vão pra algum lugar. Um lugar onde apaixonados como eu possam se maravilhar com as páginas que me fizeram ser, em grande parte, o que eu sou.

Eles podem ser pequenos. Médios, grandes, velhos, mal cuidados, novos, sujos de café ou chocolate, com fósseis de pequenos mosquitos, com figuras ou não, com dez, cem, quinhentas, mil páginas; eles podem ter capas coloridas ou apenas ter na capa seu título; podem falar de bruxos, escaravelhos, do homem que matou um presidente ou de um ditador...

Não importa do que se fale, nem se é ficção ou realidade, nem em qual estado estejam às páginas, um livro onde os parágrafos estejam legíveis sempre te trará mais para viver e sonhar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Não, eu não descobri o que está acontecendo. Não, eu não sei o que posso fazer pra melhorar. Sim, eu estou de volta.
Bem...
Estarei de volta amanhã...

domingo, 29 de janeiro de 2012

Não quero mais ver meus seriados preferidos, não quero comer o que mais gosto, não quero ouvir música nenhuma, não tenho vontade de ver tv, não quero mais estar aqui na frente desse computador, não quero ler os livros que eu comprei, não quero ficar sem fazer nada, mas tudo me deixa morrendo de tédio. Uma pausa do blog pra saber o que está acontecendo.

Em quem lê, beijos.